09th jan 2009
Editor WYSIWYG é indispensável?
“A utilização de poderosos editores WYSIWYG como o Dreamweaver é praticamente indispensável no ambiente produtivo” assim termina esse post no Imasters sobre (x)html e css para design de interfaces.
Já fui ler o post com total desconfiança, após ver nos meus feeds a chamada com o breve descritivo “(x)html/css: ferramenta essencial para designers que fazem web. Conheça as reais vantagens em se aprender e utilizar, aumentando a vantagem competitiva.”
Não vou criticar o autor do post, já que a ideia não é essa. A crítica vai a esse establishment que há por aí de que a ferramenta faz o profissional e não o conhecimento. Dizer que (x)htm e css é uma ferramente, claro, é um erro. Ou pensar que sem um editor WYSIWYG não há produtividade também está longe da realidade. Mas cada um tem o seu ponto de vista.
Complicado é ver que esses conceitos não são minoria; apesar de a maioria dos visitantes aqui do blog ou do O Desenvolvedor (onde escrevo posts mais técnicos sobre desenvolvimento web) possuem essa noção de que o que importa não é a tecnologia nem as ferramentas utilizadas e sim o conceito e o poder do ambiente no qual trabalho e para o qual desenvolvemos, na sua grande maioria o que se vê são profissionais presos a ferramentas, tecnologias. Se tirar o DW da frente dela, ela não sabe nem onde pesquisar para começar um código html de uma página. Se tirar a biblioteca prototype da frente dele, ele não consegue se adaptar a jQuery (ou, pior, não consegue nem fazer um document.getElementById()).
Esse meu desabafo vem expor o que eu estava pensando lendo o post do Guilherme sobre Software não resolve; a web é ótima, é livre, de graça, sem discriminação. Todos podem participar. E não é meu intuito querer ir contra isso ou querer ser porta-voz de regras e afins. Mas se tem algo que falta muito por aí é conceito. E isso, só com o tempo para se adquirir.
E tudo isso ainda piora quando o autor do post, Fabiano Pereira, faz tal relação com o Dreamweaver por ser instrutor de cursos do pacote Adobe. Não sei se é um conceito diferente do que eu tenho, ou se está puxando a sardinha. De uma forma ou de outra, profissionais com essa importância deveriam tomar muito cuidado, pois são formados de opinião. Como disse, nada contra o autor, mas não dá pra levar essa parte do post dele em consideração.

Até um tempo atrás eu dependia de dois softwares para fazer qualquer projeto web: dreamweaver e photoshop.
Até poderia fazer alguma alteração ou outra no bloco de notas (fora de casa, por exemplo) mas jamais iria “produzir” de verdade. Resolvi testar o notepad++ e gostei, mas para algumas coisas ainda ficava meio preso ao DW pelo simples fato da comodidade. Hoje eu ganho mais tempo com o np++ (não buga, não é lento, não insere html que não quero) do que com o DW e faço tudo na mão. Abro o dw apenas quando preciso converter caracteres (iso/utf-8), mas tenho certeza que existe uma forma melhor de fazer isso.
E é muito ruim ficar preso a um software/tecnologia, se a tua dependência é descontinuada… u are dead.
ps: se eu falar que eu SÓ programo em ASP esse comentário perde todo o sentido, né? Objetivo 2009: .net
Totalmente dispensável !
Tô muito feliz com ferramentas que realmente auxiliam em algo, como editores highlight ou ferramentas para controle de versão, projeto e pá – Netbeans, Eclipse e pá.
Clica e arrasta não orna.
Chris: os textos dos forms estão pretos com fundo cinza, acho que fica meio escuro não ? =X
Mesmo no curto periodo que usei o dreamweaver, o editor visual me dava nos nervos. Até a pouco tempo tentei usar o netbenas pelo editor visual para J2ME, mas não rola.
Hoje uso o VIM. O importante é o ctrl+space completar o código
Mas acontece que muitos cursos de “webdesign” são na verdade dreamweaver+photoshop+flash, e ensinam a criar sites 90’s, com frames, gifs se mexendo no fundo e essas coisas. Triste mas de verdade.
@Guilherme: claro que não perde o sentido. Ser especialista em uma tecnologia não é demérito. O problema ao meu ver é ficar preso a ele eternamente, e às suas ferramentas de desenvolvimento, e achar que o que resolve os seus problemas é a ferramenta e não o desenvolvedor
@hlegius: eu também uso esse tipo de aplicativo. mas a gente sabe que se precisar abrir um arquivo num editor de textos normal, conseguimos programar, né? com menor produtividade, claro! e vou mudar isso no CSS, dos textos pretos, deixarei brancos!
@Diogo: em casa eu uso o DW do MacOS pois sempre curti o highlight dele e o autocompletar. Aqui na empresa uso o Eclipse. Tudo numa buena. O VIM ainda quero usar! E de acordo sobre os tais cursos de design; falta conceito, sobra blablabla sobre ferramentas.
Para mim não só são dispensáveis como ODEIO.
Obs.: Quando tiver um tempinho, coloca uma cor clara no texto do campo de formulário.
Helen, alterei a cor, a pedidos (seu e de outros usuários daqui! hehe)
E editor visual, pra qualquer coisa sempre me deu faniquitos – por isso que fugi de coisas como Visual Basic, C++ Builder, etc,,,
[...] erro. Ou pensar que sem um editor WYSIWYG não há produtividade também … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
como sempre digo, a má utilização de ferramentas como o dw eh lixo mesmo!
mas eu sou acostumado com ele, eh tão simples, ex: crtl+shift+p ele ja coloca , dentre inumeros atalhos, todos eles são limpos e talz…
sempre fui acostumado com o dw, visual studo( não vi ate hj ferramenta mais robusta como essa!, mesmo sendo da microsoft), e aptana studio!
ambos me dão total suporte e me garantem maior produtividade…
Mas é isso mesmo, Gustavo: usar uma ferramenta para aumentar a produtividade está correto. O errado é ficar preso a ela, achando que ela que faz o serviço pra ti! hehe
Quando comecei, utilizei o DW por muito tempo, e talvez tenha sido este o problema.
Vejo que muitas pessoas que o utilizam acabam “viciando” no visual e esquecem que o que faz funcionar é o código e é ele que precisa de atenção.
No fim do ano passado mesmo, fui realizar uma reunião com um cliente que dizia ser designer e webmaster, mas que estava me contratando para montar um sistema por motivo de falta de tempo. Conversamos e ele me mostrou um pouco de como é sua produção.
Quando percebi que ele editava TUDO visualmente no DW, perguntei se ele não alterava nada direto no código, a resposta dele foi:
- Não não, eu não me apego a estas frescuras.
Este é o grande mal deste tipo de ferramente, ao meu ver.
Utilizo atualmente o notepad++ e recomendo a todos.
Puts Diego, passei por algo muito parecido! E o cara ainda sabia tudo de SEO rsrs.
Saber escrever html e css na mão é frescura? COmo sempre falo, @Diego, falta conceito! hehe
Chris B.,
A desconfiança e o preconceito são péssimos conselheiros e, muitas vezes, nos impedem de ver a real intenção de quem escreve determinados artigos com determinadas intenções.
Em nenhum momento de minha trajetória profissional de mais de 15 anos como designer (off-line e on-line), defendi a idéia de que é a ferramenta que faz o profissional. Muito pelo contrário.
Na minha área de atuação, sofremos com a desleal concorrência de “micreiros”, gente que pensa que design é só photoshop, corel, ou qualquer outra ferramenta. São profissionais sem conceito e, se você ler a sequencia de meus artigos publicados no conceituado iMasters, verá que meu ponto de vista é muito diferente do que você visualizou.
Se você ler o artigo completo, com atenção, verá que ele faz uma leve crítica aos profissionais que trabalham SOMENTE com editores WYSWYG. Incrível com a coisa bateu torta por aí, a idéia defendida é a do aprendizado de (x)html/css por parte dos designers que fazem web, e não o contrário! Juro que esperaria qualquer tipo de crítica ao post, menos essa!
Eu sou designer e profissional web de formação, não ensino “ferramentas sem conceitos”, como um de seus leitores afirmou. Convido a todos uma visita a uma de minhas aulas, ministradas com grande competência e responsabilidade, com o firme propósito de formar profissionais para o mercado.
Não sei se sabem, mas a formação de um profissional passa pelo conceitual (que o designer aprende a fundo em cursos superiores) e pelo ferramental (ponto fraco das faculdades e universidades, o que justifica cursos profissionalizantes, focados na parte técnica e de ferramentas). Uma parte não serve para nada sem a outra. Sugiro conhecer melhor antes de criticar. Aceito críticas sim, mas bem fundamentadas.
Não preciso fazer jabá das tecnologias que ensino. Mais uma vez, se ler meus artigos em ordem cronológica, verá que sou um defensor do software livre, da liberdade total de escolha. Faltou citar o parágrafo final do artigo:
”
A dica é: aprender a base do (x)html/css, aprender Dreamweaver (ou outro robusto editor visual, por motivos de produtividade – sugiro o excelente Blue Fish) e aprofundar os conhecimentos cada vez mais.
”
Confira este link:
http://imasters.uol.com.br/artigo/7638/livre/software_livre_tendencia_do_mercado_web/
Abraços,
Fabiano Pereira, designer de interfaces
Fabiano, estou no Campus Party e na correria para responder. Mais tarde responderei com mais calma; por hora, gostaria de dizer que a crítica não era direcionada a você como pessoa. Acontece que ou deve ter ocorrido um grande mal entendido então, pois o meu susto foi ler que um editor visual é produtivo. Eu mesmo uso o DW nos meus freelas (na empresa eu trabalho com o Eclipse) e, mesm ele sendo um editor visual, jamais entro nele; sempre vejo pela visão de “code”.
Editar um html/css pelo editor visual pode ser mais rápido, mas não é produtivo: a qualidade do codigo gerado é pior e nem de perto é semântico. Agora, se editor visual quer dizer aquele tipo de editor que tem autocompletar, syntax highlighter e tal, aí sim faz sentido.
No mais, como disse mais tarde respondo com mais calma sobre tudo isso.
Abraços!
Ciekawa strona, dodalem ja do ulubionych, zapraszam do odwiedzenia mojej
gostaria de receber mais informações sobre o que rola de novo valeu