24th jun 2009
O POG nosso de cada dia #12
Vou usar erroneamente o termo POG nessa caso, pois o certo seria DOG. DOG?
Design Orientado a Gambiarras
Sim, designers também fazem gambiarras. Como?
O problema
Imagine um layout para um site que deve ser feito para resolução de 1024px. Bem, como explicado nesse post, a área útil da tela sempre é menor do que a resolução (devido às barras de rolagens, margens dos browsers, etc…)
Fizeram um layout com exatos 1024px, o cliente aprovou, passou por todo mundo, então quando começou a ser implementado o html/css desse layout se percebeu que estava dando barra de rolagem horizontal. Um crime!
E o cliente já pedindo pra ver como estava o andamento do projeto, qual o prazo de entrega, etc… bem, os layouts teriam que ser refeitos. Batemos o martelo e para ter uma “sobra”, foi acertado que ele seria ajustado para 980px.
A Solução Bonita
Readiagramar os layouts, diminuindo margens, talvez a largura de algumas retrancas, mudando o tamanho do banner, coisas do tipo
O POG (DOG?)
Não sei porque foi feito isso, mas… os layouts foram abertos no Adobe Illustrator e redimensionados para 980px. Ou seja, foi tudo diminuido: todos os banners, todas as fontes e seus espaçamentos, os menus, a iconografia. Tudo aquilo que já tinha sido ajustado com o cliente.
E, é claro, nesse puro resize do layout, algumas imagens ficaram craqueladas, sabe? Claro, tudo feito rapidamente, em poucos minutos. Fácil.
Conclusão: layouts tiveram que ser revistos e reajustados – sem o resize -, antes de passar para a nova aprovação do cliente. Mais um POG que não foi pro ar…

hahaha…
Resize geral, eu fico imaginando os ícones “pixel art” sendo redimensionados!
Não imagine, Guilherme, não imagine… hehe!
cruel é tipo vc fazer um site em 800×600 ei pedirem pra aumentar pra 1024…
levando em consideração que o cliente não passou conteudo nem pra encher 600×400 auhauhuaha
sem conta ter que redesenhar algumas coisas pra aumentar o layout…
cruel, cruel!
Por essas e outras que eu trabalho mais com layouts líquidos.
“Este site é melhor visualizado em xxx*yyy” é tão 1996…
Pena que nem sempre dá tempo para fazer tudo líquido…
Pelo menos não foi pro ar!!
@Thiago pouquíssimos clientes querem layout líquido, preferem ter a “certeza” da área útil
@Mathieu mas foi por pouco, ó…
@Chris, sinto muito, mas discordo do que você disse agora em vários níveis.
Quando um cliente me procura, ele quer que eu resolva um problema dele, que realize uma solução. Solução esta que eu concebo, baseada no meu conhecimento e experiência.
A forma como trabalho é o oposto da do pintor de paredes. Eu não “pinto” de acordo com o que está na cabeça do cliente, por pior que seja a ideia dele. Eu crio interfaces (entre outras coisas), baseado nas necessidades do cliente. Sou bom no que faço, assim como meus clientes são bons no que fazem. A viabilidade do meu negócio depende fundamentalmente da qualidade do faço.
Perco mais dinheiro manchando a imagem de qualidade e competência que eu luto para construir do que perdendo um cliente ou outro que não queria de qualquer forma contratar um profissional para resolver seus problemas, só queria alguém que fizesse tudo que ele mandasse.
E o que tudo isso tem a ver com layouts líquidos? Simples: a Web não é mídia impressa ou televisão. A Web é interativa e fluida por natureza, fundamentalmente diferente dos meios citados. Pessoas acessam sites através das mais variadas plataformas e o design para a Web tem que refletir isto.
Não há problema algum no fato de que a maioria dos nossos clientes não tem a menor noção disso. Nossa função também é educá-los neste tema. Nós e os usuários dos nossos sites só temos a ganhar com isso.
Por isto que, mesmo quando não tenho tempo suficiente para um layout líquido, procuro acomodar diferentes resoluções horizontais nas dimensões do conteúdo principal e do mesmo descontadas as margens.
Estou escrevendo um post sobre o assunto, sob um ponto de vista bastante diferente do post que você citou e gostaria de ter a sua opinião. Assim que publicá-lo te aviso.
[]s!
Thiago, existem clientes e clientes: chegue num banco, por exemplo, e fale pros caras fazerem um site com layout fluído. Jamais que eles aceitam.
Porque? É pré-requisito. Ninguém quer mudar, querem apostar na fórmula pronta.
É muito bom quando o cliente dá margem para quem vai layoutar usar a criatividade, deixar fluir as idéias. Mas o que mais tem – não sou dono da verdade, mas sim pelo que eu vivência acompanhando a equipe de criação aqui da empresa onde trabalho ou os muitos meus amigos que trabalham como freela na área – que a imensa maioria dos clientes não quer alguém que faça o projeto pra ele, que conceba idéia; mas sim quer um “piloto de mouse”.
O que você disse é como seria o ideal, ter toda essa liberdade de criação, mas isso ainda está muito, muito longe.
[]s!
@Chris, você acertou em cheio! Não discordo nem um tiquinho. Só estou dizendo que é possível, além de desejável, mudar. Acredite se quiser, mas eu mudei e sobrevivi.
Chris,
a muito tempo acompanho teu blog, sendo que nunca escrevi para ele. Antes de começar quero dar os parabéns, praticamente todos os dias estou por aqui;
Enquanto os profissionais não educarem os clientes, eles sempre vão mandar em nós.
Sou estou me formando final do ano em Design Gráfico e com a experiência que possuo no dia-dia com clientes, percebo que: Se não mostramos para ele o que é certo e o que é errado, sempre haverá palpites em nossos trabalhos.
Uma das áreas que mais estudo é a Teoria da Cor, Psicodinâmica das Cores e Ergonomia Visual. E tem cliente que quer verde limão em cima do azul e por ai vai.
Um profissional vai saber orienta-lo e informa-lo, visto que houve estudo para dizer ” porque isso ” e porque daquilo. Se o cliente mandar em tudo o que você faz, que tipo de profissional você é?
Tudo bem, cliente é cliente, ele manda; Manda até um certo ponto, se ele contrata um profisssional, é porque ele não sabe e não conhece o assunto, e se ele não conhecê com que baseamento ele vai poder dar palpites? concorda?
* ja ia esquecendo que para muitos webdesigners e profissionais da área de web, Design é ser fera no Photoshop , XHMTL, CSS, Flash e etc.. Por isso minha profissão ainda não tem muito valor. Design é conpeção, idéias, soluções, estudos e etc… Ferramenta gráfica nenhuma o torna Designer, são apenas complementos para o desenvolvimento da idéia e a solução pesquisada.
Agora o cara que fez curso de coreldraw ali na esquina é Designer…
Grande abraço e sucessos
@Filipe primeiro, obrigado pelos elogios!
Concordo contigo sobre os profissionais terem que educar os clientes, mas, convenhamos: é difícil isso acontecer, nesse mundo “cão” onde a sobrinhagem come solta.
Acho que já comentei isso antes, eu estou falando isso vendo tudo de longe, pois sou responsável por uma equipe que implementa interfaces (html/css, javascript) e acabo passando meio longe da concepção dos projetos – mais tenho função de transformar os problemas em variáveis do projeto do que criar esses “problemas” (problema no sentido de ser uma coisa nova, diferente, que vai fazer a cabeça do desenvolvedor rachar! hehe)
E designer que se acha designer por saber mexer em ferramenta apenas, é um simples piloto de mouse!
[]s!
é isso ai Chris!
é um assunto que rende dias e mais dias de discurssão..
jaja não vao mais precisar de diploma no curso de Design ( seja gráfico, produto, moda e etc.. ) para ser Designer
Que dizer, pelo tempo que estudo e pesquiso, qualquer um hoje é designer, basta apenas criar um site bonito e fazer peças gráficas bonitas
Quando se tem uma fundamentação teórica, quando realmente você tem embasamento de dizer o porque disto e daquilo, concerteza seu trabalho é mais valorizado. Falo isso pela minha profissão.
* respiramos e vivemos o Design. o modelo de sua cama, a sua escova de dente, a chicara que você toma café, o sapato que voce usa, o carro que você anda, a cadeira que você senta;; etc etc etc..
Ficaria dias falando aqui o que é design , hehee
abraços!