07th dez 2009

Boas referências (e divertidas) sobre POG

Desde o começo do blog comecei a fazer posts sobre gambiarras, que dentro do mundo (de alguns desenvolvedores) também são conhecidas como POG (Programação Orientada a Objetos).

http://www.chrisb.com.br/blog/category/pog/

Não vou entrar no mérito ou não do uso das gambiarras (ou contornos técnicos, ou work-arounds) pois tem gente que não pode nem ouvir a expressão e não consegue entender que não passa – pelo menos da minha parte – de uma brincadeira e que o uso de tais ajustes são feitos como última saída. Mas, o intuíto do desse texto é divulgar mais referências sobre as gambiarras na vida dos programadores – das mais diversas áreas. Se tiverem sugestões, me mandem, que vou adicionando à lista:

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03rd dez 2009

Novidades na versão 2.9 do WordPress

Recebi uma newsletter direcionada para quem está cadastrado como developer no WordPress, falando sobre novidades na versão 2.9 do CMS.

São as mais importantes, para desenvolvedores:

  • meta-table para comentários
  • suporte a tipos customizados de posts
  • melhor manipulação de temas
  • uso de JSON para integrações entre javascript e PHP

Para os usuários finais:

  • melhoria na incorporação (embed) de mídias
  • lixeira para posts, páginas e comentários
  • suporte a miniaturas (thumbnails) de posts
  • um editor básico de imagens

Foram corrigidos já mais de 400 bugs da versão 2.8. Para mais informações, visite http://codex.wordpress.org/Version_2.9
É possível usar a versão beta do sistema para testar seus temas e plugins!

E, não, o WordPress não vai ser reescrito em Ruby (só pra brincar com um tweet que vi agora pouco falando que seria bacana ele ser portado para Ruby!)

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01st dez 2009

Sinais que indicam que você não deve contratar aquele profissional de web

Felizmente há tempos eu tenho mandado bem (uia!) ao contratar profissionais para a equipe de interface (@tivasconcelos, @renanrobe, @gserrano e outros sem @’s). Fazer isso é um processo que envolve muitos fatores – e a indicação ainda é a melhor forma. Mas, tem um texto divertido que mostra alguns pontos a serem levados em conta quando você for contratar um profissional web:

Ele se auto-intitula “webmaster”

E web precisa de especialistas em áreas específicas que conheçam o básico do “todo”, mas ninguém consegue dominar tudo. Se ele se chama assim, ele na verdade não sabe nada.

Ele é um expert em Frontpage

Primeiro que a ferramenta é ruim. Segundo que quem coloca a ferramenta à frente da tecnologia não merece crédito

Ele vai submeter seu site para diversos mecanismos de buscas

Desnecessário comentar a inutilidade disso, né?

Ele quer um “Designed by…” no rodapé

O site é para você, pro seu cliente, ou é simples parte do portfólio dele?

Ele criou um site para alguém da família

A chamada sobrinhagem: a única referência que tem são os sites feitos pro tio, pro pai, etc…

Ele vai inserir um contador de visitas no seu site

Isso era bacana na época da Geocities… e morreu lá, ok?!?!

Ele vai colocar um “melhor visualizado em…” no seu site

Ok, há toda essa celeuma do IE6 atualmente, mas ninguém pode partir do pressuposto em todos os projetos de que isso é viável

Fonte: http://davidwalsh.name/9-signs-not-to-hire-that-web-guy

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29th nov 2009

Configurando acesso a pasta de uploads do WordPress na Locaweb

Dou graças a Deus por anos atrás ter começado a usar Linux – foi na época em que o Red Hat estava estourando, alguém na faculdade me fez uma cópia.
Porque desse agradecimento? Pois não existem as bizarrices do Windows. Hoje, estava ajudando na configuração de um site que usa WordPress num servidor da Locaweb (esses planos básicos, coxinhas) com Windows. Tinha esse ambiente rodando no meu Mac OS e num servidor Linux, para testar e homologar, tudo perfeito. Fiz a devida migração – arquivos por FTP, banco pelo phpMyAdmin… tudo belezinha!
Ai, reportaram um problema: não estava sendo possível fazer upload de novos arquivos pelo WordPress. Conferi, a pasta de upload com o caminho correto e com permissão 777 (setando pelo cliente de FTP, o Filezilla no caso). Pensei: xiii, lá vem…

Olhei, olhei e olhei a configuração, tudo perfeito. Mudei, e nada. E nada… e a mensagem sempre aparecendo:

O arquivo enviado não pôde ser movido para E:\home\[nome do meu cliente]\Web\wp-content\uploads

Não sei porque tive a grande – e sem sentido – idéia de tentar entrar no gerenciador de arquivos do painel de controle da Locaweb e alterar por lá as permissões:

Mas eu tinha mudado pra 777...

Mas eu tinha mudado pra 777...

Forcei a permissão por aqui...

Forcei a permissão por aqui...

E, aí, tudo funcionou perfeitamente. Pelo menos fica a dica para caso alguém tenha esse mesmo problema, algum dia!

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25th nov 2009

O POG nosso de cada dia #18

Ah, as integrações enfre flash e javascript: elas sempre podem consumir tempo.
Até que as últimas que temos feito aqui na empresa têm sido tranquilas – graças inclusive ao Ronaldo (visitem o blog dele: http://www.hardinspire.com/blog/).  Mas, sempre no final da implementação vem o cliente com alguma coisa diferente, que ninguém havia pensado…

O cenário

Um flash é alimentado por um xml, e a partir desses dados gera uma série de links.

O problema

Ao clicar, o flash abre esse link em uma nova página. Mas seria necessário abrir na mesma página.

A solução

Procuramos, procuramos, e nada de encontrar uma forma de fazer o swf abrir um link na mesma página – parece que por ser um swf embedade no html, não é possível fazer isso. A única forma de fazer foi a seguinte: criar uma função javascript que recebe a url como parâmetro (no caso, chamada swfURL) e chama um window.open com target para a mesma janela.

<script type=”text/javascript”>
function swfURLparam) {
window.open(param, “_self”);
}
</script>

O flash, na action script, chama essa função passando a url como parâmetro.
Não sei o quanto isso é um POG efetivamente, mas foi feito nos 45 do segundo tempo, como último recurso, e funcionou belezinha!

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24th nov 2009

Conferência Web W3C – debate sobre certificações

Consegui ir hoje de manhã na 1. Conferência da W3C Brasil (que começou ontem e ainda está rolando nesse exato momento). Achei a estrutura bem bacana – palmas pros organizadores, inclusive por terem escolhido o Blue Tree Towers, wi-fi funcionando belezinha, bom áudio nas salas, ar condicionado ok! para o clima de verão já de São Paulo.
Algumas caras conhecidas, outras que se tornaram depois das discussões pegando fogo no debate sobre ensino de padrões web, certificação e formação profissional na área de front-end. Estava presentes o (já famoso) Diego Eis da Visie, Evaldo Bechara (da iLearn, escola carioca), Fábio Flatschart do Senac e Marcelo Moura do Grupo Impacta.

O debate durou uma hora e meia, e durante ele muito se falou sobre o benefício – ou não – de se ter certificação para o profissional front-end (aquele que escreve html/CSS, programa em javascript) e quem poderia certificar profissionais. Muitos pontos de vistas foram levantados, e ficou claro que ainda dá para separar o joio do trigo; mesmo tendo 4 representantes de instituições de ensino, nota-se que existem aquelas que estão interessadas em realmente educar e ensinar (no caso a Visie, iLearn e Senac) e outras que só querem vender um papel (não sei se essa é a real posição da Impacta, mas foi o que seu representante deixou transparecer). A própria W3C através de um representante (que esqueci o nome) deixou claro que nem ela está certa do que fazer e se seria interessante – apesar de saber que economicamente seria uma ótima forma de conseguir mais recursos, a organização tem dúvidas quanto a necessidade de certificar profissionais e que o próprio Tim Berners não é favorável a isso nesse exato momento.

Foi visto que existem diferentes enfoques e utilidades – ou não – para certificações. Profissionais podem ser estimulados a estudar mais e de uma forma melhor, com conteúdo oficial de uma organização mundial que define padrões levando em conta o lado técnico do mercado e não o econômico, empresas podem se valer disso na hora do seu processo seletivo e na garantia de ter um profissional que, ao menos, comprovou uma dedicação ao estudo. E é claro que para as instituições de ensino isso pode vir a ser uma mina de ouro!
De um lado negativo, foi levantado que o profissional pode focar mais na certificação do que no conhecimento – o que ocorre em diversas certificações de outras tecnologias – e que as empresas podem acabar deixando pra trás profissionais não-certificados nas suas seleções, e que, ainda, instituições de ensino podem começar a vender “como passar na prova” do que disseminar conteúdo.

Minha opinião? É que tudo isso, àcima, aconteceria. Não há como garantir um mercado uniforme; existem empresas que adotariam a certificação como mais um filtro (especificamente as que têm processos seletivos de grande porte, ou ainda o governo), outras que continuariam com o processo seletivo da forma que fazem hoje (provas, indicações, site pessoal com portfólio, etc…); profissionais bons usariam o cerificado como um a mais, enquanto que os medíocres o usariam apenas para falar que são certificados.
E as escolas de qualidade conseguiriam mesclar ambos, conseguindo formar profissionais mais completos e com um atestado de uma organização maior.

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