20th jan 2009
Tim Berners Lee no Campus Party 2009
Cheguei agora pouco do Campus Party 2009. Certamente para quem trabalha com web e estava lá no ExpoImigrantes se votou para a palestra do Tim Berners que começou às 13:00 (e teve uma hora de duração). Enquanto os amantes do modding estavam jogando e os reis da blogosfera viam os estandes, os geeks (termo usado pelo próprio para definir quem estava ali na palestra) voltavam seus olhos e ouvidos para aquilo que o criador da primeira aplicação server-client (através do protocolo http, conceito de URIs e do próprio html) tinha a dizer.
Ele começa a palestra tirando da sua mochila seu Macbook, plugando-o no projetor e abrindo uma janela do Firefox (se eu não me engano, mas não tenho certeza se não era o Safari que ele usava).
Inicou falando de onde ele tirou a idéia de criar uma aplicação server-client: uma proposta de gerenciamento de documentos dos funcionários de uma empresa. A proposta original segue abaixo; a idéia era criar um padrão para trocas de dados – depois, sendo abstraído para qualquer tipo de informação – em formatos diferentes.

Proposta de Tim Berners-Lee
A partir daí, Tim Berners caminhou o assunto da palestra para a troca de informações de forma justa; não importa o hardware que você usa, qual sistema operacional e browser, de onde você é, qual língua você entendende ou qual tipo de dado você quer ver. Eles sempre têm que estar acessíveis. E em cima do protocolo http e dos padrões definidos pela W3C, isso é possível.
Ele passou também rapidamento por conceitos como Microformats, RDF e Notation 3. Uma pena que o tempo era curto, e com uma tradutora que ao final de cada sentença do Tim falava em português consumindo tempo. Esses assuntos ficaram meio vagos :-/
Ele também falou sobre dados gerando dados: os microformats foram um exemplo, como os mashups.
No final, ele comentou um pouco sobre o Open Street Data. É uma espécie de wikipidia visual: vocé navega por mapas de cidades e, ao ver um ponto conhecido, pode gerar conteúdo para ele (como falar sobre um estádio de futebol ou um monumento). Pode melhorar textos de outros, reportar erros, etc…
Aliás, ele bateu forte nessa tecla: colaborativismo. Não adianta fazer e guardar para si próprio; quanto mais vocé compartilha, mais estimula a comunidade e, assim, é retroalimentado!
No final, sempre tem as perguntas dos espectadores, e pra variar alguém solta uma pérola. A dessa vez foi um deles indagando-o sobre como vai ser a migração da web atual para a web 2.0 (???). Primeiramente, Tim respondeu que o moço está meio atrasado e que, mesmo assim, essas evoluções não fazem parte do trabalho da W3C – ela não define para onde a web tem que ir, apenas diz como possibilitar que todos tenham acesso ao conteúdo.
Ele fechou a participação agradecendo a todos, sorrindo, dizendo para que todos estudem, bloguem e compartilhem o conhecimento.
Na minha opinião, foi uma boa palestra. Pouco tempo e tal, mas o cara sabe do que está falando e é bem didático. E tem autoridade para falar!


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